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Durante a
recuperação do Herbert,
Barone juntou alguns amigos, para tocar, de forma
bm descontraída, um pouco de surf music,
sem nenhuma pretensão comercial. A idéia
surgiu de uma "jam session" que eles fizeram
na festa de aniversário de um amigo comum.
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O The Silvas é:
- Liminha
(guitarra solo) - Produtor
- João Barone
(bateria) - Paralamas
- Dé (baixo) - ex-Barão Vermelho
- Daniel Farias
(guitarra base)
CONTATO - THE SILVAS
Fone: (21) 9997-7863
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Com um visual todo colorido e muito
à vontade, a banda se apresentou no Canecão (RJ) e no Tom Brasil (SP), além de tocar
no SuperNova da MTV
no dia mundial do rock em 2002.
Entre os dias 19 de novembro e 07 de
dezembro acontecerá o Festival Claro
Cine no Rio de Janeiro (RJ).
O formato do evento conta com 1 filme e, em
seguida, o show de uma banda. O
The Silvas,
banda do Barone
e do Liminha
irá se apresentar em data ainda não
definida.
Veja notícia.
Crítica sobre o show do The
Silvas no Canecão (RJ)
O GLOBO - 19/06/2001 -
Leonardo Lichote
Uma reunião informal,
um encontro de amigos. Era esse o clima do Canecão, no show da banda The Silvas. As
brincadeiras entre os músicos e com a platéia, as repetidas falhas no microfone
encaradas com bom humor pela banda, os improvisos, tudo lembrava uma festa adolescente,
divertida e descompromissada como o espírito do bom e velho rockn roll.
Unindo
banda e público, a paixão pela surf music e a saudade do guitarrista Marcelo Fromer,
que
morreu na semana passada, alguns dias depois de ter sido atropelado por um motoqueiro: -
Este show é dedicado a um grande amigo nosso, o doador de alegria Marcelo Fromer
disse Liminha antes da primeira música. Com sua guitarra nervosa e seu visual surfista
quarentão, de boné para trás e óculos escuros, Liminha
parecia estar muito à vontade
na posição de frontman de um grupo que conta ainda com João Barone
(Paralamas do
Sucesso) na bateria,
Dé (ex-Barão Vermelho) no baixo, e o estreante Daniel Farias, de
apenas 15 anos, na guitarra base.
Liminha
aproveitava o intervalo entre uma música e outra para soltar piadas para a
platéia e provocar seus colegas de banda: - Esta canção foi composta por Dé em 1958, 60. Não foi, Dé?
brincava com o baixista depois de tocar clássicos da surf music como
Misirlou, de Dick Dale. Os camisões coloridos usado pelos integrantes da
banda combinavam perfeitamente com o som que estava sendo tocado ali. Dé e Barone
seguravam uma cozinha de respeito para que Liminha soltasse seus solos avassaladores,
repletos de distorções havaianas. No repertório, além do já citado Dick Dale,
bandas
como Ventures, Shadows
e temas de velhas séries de TV, como Missão
impossível e Havaí 5-0.
Valorizando o produto nacional, o grupo
lembrou os paulistas do Jet Blacks e até o Planet Hemp,
que apareceu com Gorilla Grip, do disco A invasão do sagaz homem fumaça. Os problemas técnicos
do som deram um certo ar de amadorismo que até adicionou charme à festa. Mesmo porque,
nos aspectos básicos, o som estava ideal: os agudos entravam no ouvido cortando afiado,
enquanto os graves socavam a boca do estômago com potência. Supla
empolga a platéia.
O show contou com a
participação de vários convidados. Os gaúchos do Comunidade Nin-Jitsu
foram os
primeiros e não chegaram a esquentar a platéia. Já o paulista Supla
foi
recebido com ovação, mostrando uma popularidade que só pode ser explicada por suas
constantes aparições no programa Piores clipes do mundo", da MTV.
Frejat levantou a
platéia com Quando, de Roberto Carlos, I feel good, de James
Brown e uma versão de Fire, de Jimi Hendrix,
que fez sonhar com o efeito que
teriam aquelas guitarras se fossem ligadas em velhos amplificadores valvulados. Samuel Rosa
manteve o pique emendando Little Richard e Chuck Berry, com uma alegria adolescente que
fazia lembrar a performance de Marty Mcfly em De volta para o futuro. Para
arrematar, Jackie Tequila, do Skank, e outra do Rei, É proibido
fumar.
O titã
Branco Mello era
o convidado mais esperado e não decepcionou. Apresentou boas inéditas e levou o público
à loucura com os sucessos dos Titãs, como Flores e Lugar nenhum.
O músico lembrou mais uma vez do amigo Marcelo Fromer: - É muito difícil para mim estar
aqui hoje. Eu já havia recebido o convite dessas pessoas geniais antes do acidente com
Fromer acontecer. Pensamos em cancelar, mas depois decidimos que seria melhor fazermos o
show disse Branco, que contou ainda que os Titãs entraram em estúdio ontem para
gravar o próximo CD do grupo. No fim, Liminha chamou todos os convidados ao palco.
Juntos, cantaram Bichos escrotos, com direito à citação por parte da
Comunidade Nin-Jitsu do pornográfico funk Máquina do sexo. Apesar de menos
polêmico, funcionou melhor que o Tapinha de Caetano. Para fechar o tampo, a
inevitável (será?) Pra dizer adeus, como uma última homenagem a Marcelo
Fromer. Um emocionado e desafinado Branco Mello contou com a ajuda da platéia e de seus
colegas do palco para entoar a canção. Um belo encerramento de uma noite marcada por uma
dupla saudade: do "doador de alegria" Marcelo Fromer e de uma época em que o
rock era despretensioso e precisava apenas de quatro amigos e muita disposição para
acontecer.

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