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PARALAMAS FOREVER


Design Gráfico:
Gilcemar Alves

Diretor e Responsável:
Rafael Michalawski

No ar desde:
15/11/1998

Página não-oficial dedicada a maior banda brasileira, Os Paralamas do Sucesso
 

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The Silvas


Durante a recuperação do Herbert, Barone juntou alguns amigos, para tocar, de forma bm descontraída, um pouco de surf music, sem nenhuma pretensão comercial. A idéia surgiu de uma "jam session" que eles fizeram na festa de aniversário de um amigo comum.

Samuel Rosa, Barone, Liminha e Banco Melo

  O The Silvas é:

  - Liminha (guitarra solo) - Produtor
 
- João Barone (bateria) - Paralamas
 
- Dé (baixo) - ex-Barão Vermelho
 
- Daniel Farias (guitarra base)
 

CONTATO - THE SILVAS
Fone: (21) 9997-7863

 

Com um visual todo colorido e muito à vontade, a banda se apresentou no Canecão (RJ) e no Tom Brasil (SP), além de tocar no SuperNova da MTV no dia mundial do rock em 2002.

 Entre os dias 19 de novembro e 07 de dezembro acontecerá o Festival Claro Cine no Rio de Janeiro (RJ). O formato do evento conta com 1 filme e, em seguida, o show de uma banda. O The Silvas, banda do Barone e do Liminha irá se apresentar em data ainda não definida. Veja notícia.

 

Crítica sobre o show do The Silvas no Canecão (RJ)
O GLOBO - 19/06/2001 - Leonardo Lichote


Uma reunião informal, um encontro de amigos. Era esse o clima do Canecão, no show da banda
The Silvas. As brincadeiras entre os músicos e com a platéia, as repetidas falhas no microfone encaradas com bom humor pela banda, os improvisos, tudo lembrava uma festa adolescente, divertida e descompromissada como o espírito do bom e velho rock’n roll.

Unindo banda e público, a paixão pela surf music e a saudade do guitarrista Marcelo Fromer, que morreu na semana passada, alguns dias depois de ter sido atropelado por um motoqueiro: - Este show é dedicado a um grande amigo nosso, o doador de alegria Marcelo Fromer – disse Liminha antes da primeira música. Com sua guitarra nervosa e seu visual surfista quarentão, de boné para trás e óculos escuros, Liminha parecia estar muito à vontade na posição de frontman de um grupo que conta ainda com João Barone (Paralamas do Sucesso) na bateria, (ex-Barão Vermelho) no baixo, e o estreante Daniel Farias, de apenas 15 anos, na guitarra base.

Liminha aproveitava o intervalo entre uma música e outra para soltar piadas para a platéia e provocar seus colegas de banda: - Esta canção foi composta por Dé em 1958, 60. Não foi, Dé? – brincava com o baixista depois de tocar clássicos da surf music como “Misirlou”, de Dick Dale. Os camisões coloridos usado pelos integrantes da banda combinavam perfeitamente com o som que estava sendo tocado ali. Dé e Barone seguravam uma cozinha de respeito para que Liminha soltasse seus solos avassaladores, repletos de distorções havaianas. No repertório, além do já citado Dick Dale, bandas como Ventures, Shadows e temas de velhas séries de TV, como “Missão impossível” e “Havaí 5-0”.

Valorizando o produto nacional, o grupo lembrou os paulistas do Jet Blacks e até o Planet Hemp, que apareceu com “Gorilla Grip”, do disco “A invasão do sagaz homem fumaça”. Os problemas técnicos do som deram um certo ar de amadorismo que até adicionou charme à festa. Mesmo porque, nos aspectos básicos, o som estava ideal: os agudos entravam no ouvido cortando afiado, enquanto os graves socavam a boca do estômago com potência. Supla empolga a platéia.

O show contou com a participação de vários convidados. Os gaúchos do Comunidade Nin-Jitsu foram os primeiros e não chegaram a esquentar a platéia. Já o paulista Supla foi recebido com ovação, mostrando uma popularidade que só pode ser explicada por suas constantes aparições no programa “Piores clipes do mundo", da MTV. Frejat levantou a platéia com “Quando”, de Roberto Carlos, “I feel good”, de James Brown e uma versão de “Fire”, de Jimi Hendrix, que fez sonhar com o efeito que teriam aquelas guitarras se fossem ligadas em velhos amplificadores valvulados. Samuel Rosa manteve o pique emendando Little Richard e Chuck Berry, com uma alegria adolescente que fazia lembrar a performance de Marty Mcfly em “De volta para o futuro”. Para arrematar, “Jackie Tequila”, do Skank, e outra do Rei, “É proibido fumar”.

O titã Branco Mello era o convidado mais esperado e não decepcionou. Apresentou boas inéditas e levou o público à loucura com os sucessos dos Titãs, como “Flores” e “Lugar nenhum”. O músico lembrou mais uma vez do amigo Marcelo Fromer: - É muito difícil para mim estar aqui hoje. Eu já havia recebido o convite dessas pessoas geniais antes do acidente com Fromer acontecer. Pensamos em cancelar, mas depois decidimos que seria melhor fazermos o show – disse Branco, que contou ainda que os Titãs entraram em estúdio ontem para gravar o próximo CD do grupo. No fim, Liminha chamou todos os convidados ao palco. Juntos, cantaram “Bichos escrotos”, com direito à citação por parte da Comunidade Nin-Jitsu do pornográfico funk “Máquina do sexo”. Apesar de menos polêmico, funcionou melhor que o “Tapinha” de Caetano. Para fechar o tampo, a inevitável (será?) “Pra dizer adeus”, como uma última homenagem a Marcelo Fromer. Um emocionado e desafinado Branco Mello contou com a ajuda da platéia e de seus colegas do palco para entoar a canção. Um belo encerramento de uma noite marcada por uma dupla saudade: do "doador de alegria" Marcelo Fromer e de uma época em que o rock era despretensioso e precisava apenas de quatro amigos e muita disposição para acontecer.

Voltar p/ João Barone