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PARALAMAS FOREVER


Design Gráfico:
Gilcemar Alves

Diretor e Responsável:
Rafael Michalawski

No ar desde:
15/11/1998

Página não-oficial dedicada a maior banda brasileira, Os Paralamas do Sucesso


 




 


 

 


  Selvagem? (1986)


Março de 2006. Exatamente nesta data, os amantes do rock nacional comemoraram 20 anos de lançamento do álbum Selvagem? dos Paralamas. Tido como um dos maiores discos do rock brasileiro de todos os tempos, este álbum marca um divisor de águas na trajetória do rock brazuca. Agradeço ao Paulo Cunha pela idéia e ao Rodrigo Barbosa do FC Nação Severina pelas contribuições !!!

A Revista Bizz, preparou uma edição especial sobre o aniversário de 20 anos deste disco.

 
  REVISTA BIZZ - ED. 11 (1986)  
Folheto Promocional Página 01 Capa Foto

 

 

REVISTA BIZZ - ED. 200 (2006)

 
Página 01 Página 02 Página 03
Capa Banner Promocional  

 

  OUTRAS MATÉRIAS  

Matéria na Folha de São Paulo sobre o Selvagem?

Especial da MTV sobre o Disco Selvagem?

Entrevista com o Barone sobre os 20 Anos do Selvagem?

Matéria Site Esquina da Música - 22 Anos do Selvagem?

Responda um Quiz Especial sobre o Selvagem? e teste seus conhecimentos!!!

 

 

VÍDEOS ESPECIAIS SOBRE O SELVAGEM?

 

Confira 3 vídeos especiais preparados pela MTV (Programa Discoteca MTV) com depoimentos e entrevistas dos Paralamas, de amigos e do jornalista Jamari França (autor da biografia da banda), sobre o aniversário de 20 anos deste importante disco.
 

          Vídeo - Parte 01                  Vídeo - Parte 02                      Vídeo - Parte 03

Ou, clique aqui e fazer o download dos 3 vídeos
(Vídeos compilados e disponibilizados pelo Rodrigo, do FC Nação Severina)

 

Veja página especial de fotos com as capas especiais da Bizz de 1986 e a de 2006, um super ingresso  do show de 1986 e as capas de 3 singles !!!!
Agradeço ao Paulo Henrique e ao Rodrigo Barbosa pelo envio das Imagens !!!


Foto: Revista Bizz

Bizz disseca o álbum que foi um divisor de águas no rock brasileiro: Selvagem?, mais do que uma coleção de hits inesquecíveis ("Melô do marinheiro", "A Novidade", "Alagados"...), foi o momento em que o pop nacional perdeu a vergonha de ser mulato. Conheça a história de um clássico que completa duas décadas de revolução. (...)

Capa da Revista Bizz - Ed. 200

Em abril de 1986 chegava às lojas Selvagem?, terceiro LP dos Paralamas, para aclimatar de vez o som de toda uma geração. O chamado "rock de bermuda" se assumia de vez com letras engajadas, movimentos de corpo jamaicanos e total pouca-vergonha em suas partes, digamos assim, mais brasileiras. "Um disco forte e desestruturante que marca o início de uma nova era da música brasileira", empolgava-se o produtor Liminha no texto de apresentação distribuído à imprensa. Duas décadas depois, o jornalista Jamari França,situa assim: "Selvagem? foi o atestado de maturidade da geração 80 do Rock Brasil. Conectou três matrizes importantes da música negra do Terceiro Mundo: Bahia, Jamaica e África. Abriu um leque de possibilidades e foi precursor da sonoridade que reinou nos anos 90".


CRÍTICA DE LANÇAMENTO - PARALAMAS DO SUCESSO - SELVAGEM? (1986)

"Alagados" é o melhor exemplo da mudança que os Paralamas do Sucesso prepararam para este disco. A guitarra soa como um estranho casamento da música africana (a ju ju music, praticada por artistas como King Sunny Ade) com o carimbó do Pará e do Amazonas. Na letra, Herbert Vianna trocou os questionamentos pessoais por um retrato realista do drama cotidiano dos milhões de favelados que nos cercam. O restante do disco foi preenchido por uma musicalidade saborosamente brasileira, na contramão das tendências anglo-americanas que reinavam no rock da época.

Depois da consagração no Rock in Rio, em janeiro de 1985, quando 300 mil pessoas cantaram em coro "Óculos" (do álbum O Passo Do Lui), seguida de uma centena de shows pelo Brasil, que se estenderam até agosto daquele ano, os Paralamas Do Sucesso perceberam que estava na hora de se reciclar. Em vez de seguir a corrente favorável, os bons ventos que sopravam para seu pop-reggae, resolveram arriscar mais neste seu terceiro trabalho de estúdio. Iniciando uma feliz associação com o produtor Liminha, Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone mostraram a seus contemporâneos que os caminhos para a renovação do pop apontavam mais para a cultura do Terceiro Mundo do que qualquer coisa produzida na Inglaterra e nos EUA.

Revista Bizz - Ed. 11

Até subir ao estúdio carioca Nas Nuvens para gravar este Selvagem?, o trio passou quase cinco meses fazendo uma espécie de laboratório. Ensaiando no estúdio Vovó Ondina (o apartamento da avó de Bi, onde o grupo nasceu), eles estavam decididos a encontrar novas soluções para seu som.

A reação à cruel realidade brasileira, que puderam comprovar nas turnês, não se restringiu a "Alagados". Na faixa-título, os Paralamas protestavam contra a débil censura do governo Sarney ao filme Je Vous Salue Marie, de Godard, além de enfocar a violência policial e o abandono dos sem-tudo. "A Novidade" marca o início da parceria do trio com Gilberto Gil. "Ó mundo tão desigual/ De um lado este Carnaval/ Do outro a fome total", constatava a letra do baiano. Os Paralamas direcionavam suas mentes para o Oriente Médio, em "Teerã", e mergulhavam em constatações existencialistas na faixa "O Homem".

Musicalmente rico, o disco parte do reggae e do dub jamaicanos para oferecer uma bem azeitada salada na qual têm lugar também pop africano, ska, rock e sotaques nordestinos. E fecha com mais um tiro na mosca, chamando pioneiramente a atenção para o soul carioca de Tim Maia (falecido em março deste ano), na recriação da balada "Você".

Definitivamente, um clássico !!!"

Crítica publicada na 11ª Edição da Revista Bizz.

 

FRASES / REPERCUSSÃO:

"Selvagem? foi o atestado de maturidade da geração 80 do Rock Brasil. Conectou três matrizes importantes da música negra do Terceiro Mundo: Bahia, Jamaica e África. Abriu um leque de possibilidades e foi precursor da sonoridade que reinou nos anos 90". “Acho que o Selvagem foi um dos discos que deram uma mudança de rumo no rock dos anos 80 e também antecipou uma tendência que iria passar a vigorar a partir dos anos 90”
Jamari França autor de Vamo Batê Lata, a biografia oficial da banda.

"Ele foi um disco, acima de tudo, muito corajoso. Os Paralamas tinham acabado de vir de sucessos como Meu Erro, Óculos e Me liga, com temas ligados ao amor, e fizeram um disco com letras socialmente muito fortes, como Alagados, O Homem e A novidade (essa do Gil). A outra parte da coragem em si, foi abandonar um pouco da linha rock new wave de O passo do Lui e dar uma guinada para o outro extremo do mundo indo buscar influências na Bahia, na Àfrica e na Jamaica, ao invés da Inglaterra. O Selvagem? é o pai do Severino, musicalmente, e do MangueBeat, na temática social. É um disco essencial" - Rodrigo Barbosa Melo - FC Nação Severina

"Este é o grande álbum do rock nacional dos anos 80. Principalmente porque traz um gênero jamaicano chamado dub. Os efeitos tirados em estúdio junto com Liminha foram muito bem usados. A música ‘Selvagem’ é um clássico." - Falcão, vocalista do Rappa

“Selvagem é um marco em vários sentidos pelo fato de ele ter tido uma penetração, abrindo mercados, abrindo possibilidades de a gente expandir”. “Com o Selvagem a gente estava tentando nadar em cores nacionais. E ter um retorno tão forte pra gente significou “Uau! Que legal que tenhamos encontrado esse grau de sintonia”
Herbet Vianna

“A gente queria romper. A gente não queria fazer a continuação do Passos do Lui. Então a gente se provocou. Falamos: ‘vamos fazer outra coisa totalmente diferente'”
Bi Ribeiro

“Acho que esse disco foi maturando ao longo do que a gente foi fazendo em 1985, depois do pipoco todo do Rock in Rio. Ao longo de 1985 a gente ouvia cada vez mais compulsivamente reggae, música africana... Isso foi meio que ficando nessas entrelinhas do Selvagem”
 
“Temos uma atitude muito despojada, como sempre foi no nosso trabalho. A gente não acha que seja uma obra de arte assim. Achamos que é um disco muito importante pra nós”

João Barone

“Esse disco é um divisor de águas no trabalho dos Paralamas e indica também um caminho para o rock. Minha colaboração com eles foi mais melhorar, gravar, observar o que tinha, alguma aresta para ser lapidada. Mas não foram feitas mudanças radicais, sabe? Não foi um disco criado num estúdio”
Liminha, produtor do disco

“Me lembro da primeira vez que ouvi a introdução com o riff de guitarra de ‘Alagados'. Eu falei: ‘Caraca!' Aquilo era a possibilidade de misturar a música brasileira com as outras referências que eu sempre enxergava, sempre apreciava nos Paralamas do Sucesso”
Haroldo, do Skank

"Ele teve um impacto singular na época. Vários amigos acharam o disco ‘brasileiro’ demais. Na verdade, esse foi o detalhe que o tornou tão especial."
John Ulhoa, guitarrista do Pato Fu

"As misturas musicais desse disco dos Paralamas seriam a tônica da geração dos anos 90. Ele acabou com a ‘negação da música brasileira’, que era muito forte nas bandas dos anos 80. Para mim, mostrou que era possível fazer sucesso sem ter que necessariamente parecer um inglês encapotado num país tropical"
Henrique Portugal, tecladista do Skank


Imagina a nossa emoção ao ver o Gil gravando "Alagados"... Ele estava super gripado, tomou um chá e uma colher de mel e mandou ver assim mesmo. Depois, fez aquela letra sensacional de "A Novidade", em cima da melodia cantarolada que o Herbert mandou. Ele escreveu a letra em cima certinho, respeitando as divisões, a métrica. Foi demais. O Gil recebeu a fita (era fita cassete na época!) em Florianópolis, onde estava fazendo shows. Ele passou a letra para o Herbert pelo telefone, no estúdio. O Herbert escrevia e chorava de emoção... Quando ele acabou de escrever, gritava: "olha só que coisa linda!".
João Barone


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