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PARALAMAS FOREVER


Design Gráfico:
Gilcemar Alves

Diretor e Responsável:
Rafael Michalawski

No ar desde:
15/11/1998

Página não-oficial dedicada a maior banda brasileira, Os Paralamas do Sucesso


 

 
Pólvora (1997)
 

Para a alegria dos fãs, a EMI, gravadora dos Paralamas do Sucesso desde seu primeiro álbum, relançou a discografia da banda em CDs remasterizados, no ano de 1997. Pólvora é o nome da lata com os oito primeiros álbuns do grupo brasiliense radicado no Rio.

Trata-se de um lançamento de peso, porque grande parte da discografia da banda estava esgotada há bom tempo. Com tiragem limitada, de 5 mil cópias, a lata inclui um livreto de 60 páginas, com texto da jornalista Ana Maria Bahiana (que acompanha a trajetória dos Paralamas desde o seu início), além de uma "memorabilia fotográfica", que é uma atração à parte. Em setembro de 1997, os discos saíram separadamente, em tiragem maior.

Para Herbert, a lata Pólvora cobre uma lacuna existente na discografia da banda, além de ser fundamental para os que a conhecem somente a partir de Vamo Batê Lata. "Nós temos uma nova geração de fãs, de 12 ou 13 anos de idade, que conhecem o nosso trabalho a partir de Uma Brasileira (principal hit daquele álbum), Lourinha Bombril e La Bela Luna (do 9 Luas)", diz ele. "Essa é a chance de apresentar a essas pessoas os nossos discos mais antigos, com qualidade adequada."

"Essa lata é a oportunidade de recolocar nossos discos no mercado com uma qualidade técnica superior à da época em que foram lançados", diz Herbert Vianna.

O trabalho de remasterização foi realizado no lendário estúdio Abbey Road, em Londres, em abril e maio, pelo engenheiro de som Chris Blair. "Foi uma espécie de viagem no tempo", lembra Herbert. "Entrar no estúdio em que os Beatles gravaram, ver tudo intocado e ainda encontrar o Paul McCartney, tudo isso é uma experiência única", completa. Remasterizar um disco significa pegar o resultado original da mixagem e, a partir dele, melhorar a sua qualidade sonora, por meio de vários processos de equalização computadorizada, aumentando o brilho da música. "Como usamos as fitas mestras, originais, a qualidade geral dos discos subiu muito", diz João Barone.

 

Herbert Vianna comenta cada disco da lata Pólvora:

 
  Cinema Mudo
(1983)

Resultado da inexperiência da banda. Ainda assim, traz os hits Vital e Sua Moto e a faixa-título.

     
  O Passo do Lui
(1984)

Disco cru, em que o trio toca sozinho em quase todas as músicas. Puxado por Óculos e Meu Erro, alçou a banda para o sucesso.

     
  Selvagem?
(1986)

Disco polêmico, é o melhor da banda (além de ser um dos mais vendidos). Ao mesmo tempo pop e regional, é repleto de experimentações.

     
  D
(1987)

Primeiro gravado ao vivo, no Festival de Montreux, na Suíça. Marca a entrada do "quarto paralama", o tecladista João Fera.

     
  Bora-Bora
(1988)

Disco dividido. De um lado, traz as experiências da banda com ritmos caribenhos e a utilização de metais. O que seria o lado B, com as faixas Uns Dias e Quase Um Segundo, é um compêndio do sofrimento amoroso.

     
  Big Bang
(1989)

A latinidade é aperfeiçoada nesse disco. Passou meio despercebido, mas inclui Perplexo, uma das mais pedidas em shows, e a melhor balada da banda, Lanterna dos Afogados.

     
  Os Grãos
(1991)

Poucas vezes uma banda apanhou tanto da crítica por um trabalho. É um disco injustiçado.

     
  Severino
(1994)

Produzido pelo ex-Roxy Music Phil Manzanera, é cheio de esquisitices. Também malhado pela imprensa. Entre todos, foi o que menos vendeu.

 

Fotos da Lata Pólvora:
 

- Lata Pólvora 01 - Lata Pólvora 02 - Lata Pólvora 03
     
- Lata Pólvora 04 - Livro Pólvora 01 - Livro Pólvora 02

 

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