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Para a alegria dos fãs, a
EMI, gravadora dos Paralamas do Sucesso
desde seu primeiro
álbum, relançou a discografia da banda em CDs remasterizados, no ano de 1997. Pólvora
é o nome da lata com os oito
primeiros álbuns do grupo brasiliense radicado no Rio.
Trata-se de um lançamento
de peso, porque grande parte da discografia da banda estava esgotada há bom tempo. Com
tiragem limitada, de 5 mil cópias, a lata inclui um livreto de 60 páginas, com texto da
jornalista Ana Maria Bahiana
(que acompanha a trajetória
dos Paralamas desde o seu início), além de uma "memorabilia fotográfica", que
é uma atração à parte. Em setembro de 1997, os discos saíram separadamente, em tiragem maior.
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Para
Herbert,
a lata Pólvora cobre uma lacuna existente na discografia da
banda, além de ser fundamental para os que a conhecem somente a partir de
Vamo Batê Lata. "Nós temos uma nova geração de fãs, de 12 ou 13 anos de
idade, que conhecem o nosso trabalho a partir de Uma Brasileira
(principal hit daquele
álbum), Lourinha Bombril e La Bela Luna
(do
9 Luas)",
diz ele. "Essa é a chance de apresentar a
essas pessoas os nossos discos mais
antigos, com qualidade adequada." |
"Essa lata é a oportunidade de recolocar nossos discos no mercado com uma
qualidade técnica superior à da época em que foram lançados", diz Herbert
Vianna.
O trabalho de
remasterização foi realizado no lendário estúdio
Abbey Road, em Londres, em abril e maio, pelo engenheiro de som
Chris Blair. "Foi uma espécie de viagem no tempo", lembra
Herbert.
"Entrar no estúdio em que os Beatles
gravaram, ver tudo intocado e ainda encontrar o
Paul McCartney, tudo isso é uma experiência única", completa. Remasterizar um
disco significa pegar o resultado original da mixagem e, a partir dele, melhorar a sua
qualidade sonora, por meio de vários processos de equalização computadorizada,
aumentando o brilho da música. "Como usamos as fitas mestras, originais, a qualidade
geral dos discos subiu muito", diz
João Barone.
Herbert Vianna comenta cada disco
da lata Pólvora:
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Cinema Mudo
(1983) |
Resultado
da inexperiência da banda. Ainda assim, traz os hits Vital e Sua Moto e a faixa-título. |
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O Passo do Lui
(1984) |
Disco
cru, em que o trio toca sozinho em quase todas as músicas. Puxado por Óculos e Meu Erro,
alçou a banda para o sucesso. |
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Selvagem?
(1986) |
Disco
polêmico, é o melhor da banda (além de ser um dos mais vendidos). Ao mesmo tempo pop e
regional, é repleto de experimentações. |
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D
(1987) |
Primeiro
gravado ao vivo, no Festival de Montreux, na Suíça. Marca a entrada do "quarto
paralama", o tecladista João Fera. |
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Bora-Bora
(1988) |
Disco
dividido. De um lado, traz as experiências da banda com ritmos caribenhos e a
utilização de metais. O que seria o lado B, com as faixas Uns Dias e Quase Um Segundo,
é um compêndio do sofrimento amoroso. |
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Big Bang
(1989) |
A
latinidade é aperfeiçoada nesse disco. Passou meio despercebido, mas inclui Perplexo,
uma das mais pedidas em shows, e a melhor balada da banda, Lanterna dos Afogados. |
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Os Grãos
(1991) |
Poucas
vezes uma banda apanhou tanto da crítica por um trabalho. É um disco injustiçado. |
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Severino
(1994) |
Produzido
pelo ex-Roxy Music Phil Manzanera,
é cheio de esquisitices. Também malhado pela imprensa. Entre todos, foi o
que menos vendeu. |
Fotos da Lata Pólvora:

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