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PARALAMAS FOREVER


Design Gráfico:
Gilcemar Alves

Diretor e Responsável:
Rafael Michalawski

No ar desde:
15/11/1998

Página não-oficial dedicada a maior banda brasileira, Os Paralamas do Sucesso
 

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Entrevistas

 

Jamari França, repórter e crítico musical atuante desde o começo dos anos 70 no jornalismo carioca, é amigo de longa data da banda e autor da Biografia Oficial dos Paralamas - Vamo Batê Lata.

Jamari possui ainda um blog, hospedado no Globo, onde interage com o internauta a respeito das novidades da música. Clique aqui e acesse o blog do Jamari França.
 

Leia a íntegra de uma entrevista especial que ele nos concedeu em novembro/2010. A entrevista foi feita por e-mail pelos jornalistas Eduardo Lemos e Rafael Michalawski.
 

PARALAMAS FOREVER: Após 7 anos do lançamento da biografia "Vamo Batê Lata", qual o balanço que você faz dessa obra?

JAMARI FRANÇA: Até hoje recebo feedback de pessoas que leram e gostaram, algumas de aquisição mais recente. O livro está disponível nas lojas virtuais e os Paralamas vendem em sua lojinha, então está sempre rendendo comentários


PF: Como é ser visto como um "especialista" em Paralamas?

JF: Não tem nenhum problema nisso. Fiz a biografia porque é miha banda favorita mesmo, então fico à vontade para falar sobre eles.


PF: O livro aborda a história da banda até o ano de 2002. Há um projeto de produzir uma nova edição que relate os acontecimentos dos últimos 7 anos?

JF: A editora não demonstrou nenhum interesse. Aliás desde o princípio não deu a mínima, perdeu várias datas que poderiam ser aproveitadas para divulgar o livro. Inclusive a série de biografias musicais em que entrou a minha foi muito importante para que se começasse a publicar biografias musicais no Brasil, especialmente da Geração 80 do Rock Brasil. Vieram depois biografias de Titãs, Barão Vermelho, RPM, entre outros.


PF: Como fã, qual o melhor disco dos Paralamas na sua opinião? E qual música da banda mais te marcou?

Sou fã do Selvagem porque foi um marco no Rock Brasil, mas gosto muito também do Severino, que acho ser o Sgt. Pepper's da geração deles. Tenho uma preferencia especial por Lanterna dos Afogados, um clássico, acho que vai entrar para o grande repertório da música brasileira

PF: A turnê atual rendeu diversos prêmios de crítica e público à banda. Muitos dizem que é a melhor turnê pós-acidente. Você concorda? A que você credita esse sucesso?

JF: Esse novo disco pra mim foi uma lavada de alma, vejo os Paralamas recapturando o espírito de euforia e criatividade dos anos 80, de alegria e de entusiasmo com a banda. Acho maravilhoso que consigam isso com 28 anos de estrada, uma prova da comunhão destes tres grandes músicos e do amor que eles tem pela musica


PF: Após quase 30 anos, qual a contribuição que os Paralamas ainda podem dar à música brasileira?

JF: Não sei porque não aconteceu ainda, mas Brasil Afora é uma prova que eles tem uma grande contribuição criativa a dar


PF: Os Paralamas já gravaram com diversos artistas. Há alguma parceria que você gostaria de ver?

JF: Eu gostaria de ver um disco com os Paralamas tocando artistas de outras áreas, tipo Zeca Baleiro, Zelia Duncan, Pitty, Lenine etc Seria um projeto paralelo muito bacana.

 

PF: O que você espera desse novo registro (DVD Brasil Afora)? Quais músicas não podem faltar?

JF: Eu acho que deviam ter a ousadia de tocar todas as músicas do novo disco. E listo algumas sugestões:
- Carro Velho e Se Você Me Quer - para mostrar a conexão da banda com o samba e com a Bahia
- Vovó Ondina É Gente Fina - como 2010 é o 30º ano da banda, seria bonito homenagear a avó do Bi que tanto ajudou no começo.
- Um dia em Provença, Santorini Blues e Hinchley Pond - São três lentas muito bonitas que dariam um bom set lá pelo meio antes de partir para a arrancada final
- Tribunal de Bar - Uma canção de 1991 com eletrônica, seria uma variação legal
E finalmente: sugiro incluir uma segunda guitarra. Numa das entrevistas do livro Herbert me disse que de vez em quando pensava numa segunda guitarra. Daria uma encorpada no som.



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