|

Jamari França, repórter e
crítico musical atuante desde o começo dos
anos 70 no jornalismo carioca, é amigo de
longa data da banda e autor da
Biografia Oficial
dos Paralamas - Vamo Batê Lata.
Jamari
possui ainda
um blog, hospedado no Globo, onde interage com
o internauta a respeito das novidades da
música.
Clique aqui e acesse
o blog do Jamari França.
Leia a
íntegra de uma entrevista especial que ele
nos concedeu em novembro/2010. A entrevista
foi feita por e-mail pelos jornalistas
Eduardo Lemos e Rafael Michalawski.
PARALAMAS FOREVER: Após 7 anos do lançamento
da biografia "Vamo Batê Lata", qual o
balanço que você faz dessa obra?
JAMARI FRANÇA:
Até hoje recebo feedback de pessoas que
leram e gostaram, algumas de aquisição mais
recente. O livro está disponível nas lojas
virtuais e os Paralamas vendem em sua
lojinha, então está sempre rendendo
comentários
PF: Como é ser visto como um "especialista"
em Paralamas?
JF: Não tem nenhum
problema nisso. Fiz a biografia porque é
miha banda favorita mesmo, então fico à
vontade para falar sobre eles.
PF: O livro aborda a história da banda até o
ano de 2002. Há um projeto de produzir uma
nova edição que relate os acontecimentos dos
últimos 7 anos?
JF: A editora não
demonstrou nenhum interesse. Aliás desde o
princípio não deu a mínima, perdeu várias
datas que poderiam ser aproveitadas para
divulgar o livro. Inclusive a série de
biografias musicais em que entrou a minha
foi muito importante para que se começasse a
publicar biografias musicais no Brasil,
especialmente da Geração 80 do Rock Brasil.
Vieram depois biografias de Titãs, Barão
Vermelho, RPM, entre outros.
PF: Como fã, qual o melhor disco dos
Paralamas na sua opinião? E qual música da
banda mais te marcou?
Sou fã do Selvagem
porque foi um marco no Rock Brasil, mas
gosto muito também do Severino, que acho ser
o Sgt. Pepper's da geração deles. Tenho uma
preferencia especial por Lanterna dos
Afogados, um clássico, acho que vai entrar
para o grande repertório da música
brasileira
PF: A
turnê atual rendeu diversos prêmios de
crítica e público à banda. Muitos dizem que
é a melhor turnê pós-acidente. Você
concorda? A que você credita esse sucesso?
JF: Esse novo disco
pra mim foi uma lavada de alma, vejo os
Paralamas recapturando o espírito de euforia
e criatividade dos anos 80, de alegria e de
entusiasmo com a banda. Acho maravilhoso que
consigam isso com 28 anos de estrada, uma
prova da comunhão destes tres grandes
músicos e do amor que eles tem pela musica
PF: Após quase 30 anos, qual a contribuição
que os Paralamas ainda podem dar à música
brasileira?
JF: Não sei porque não
aconteceu ainda, mas Brasil Afora é uma
prova que eles tem uma grande contribuição
criativa a dar
PF: Os Paralamas já gravaram com diversos
artistas. Há alguma parceria que você
gostaria de ver?
JF: Eu gostaria de ver
um disco com os Paralamas
tocando artistas de outras áreas, tipo Zeca
Baleiro, Zelia Duncan, Pitty, Lenine etc Seria
um projeto paralelo muito bacana.
PF: O
que você espera desse novo registro (DVD
Brasil Afora)? Quais músicas não podem
faltar?
JF: Eu acho que deviam
ter a ousadia de tocar todas as músicas do
novo disco. E listo algumas sugestões:
- Carro Velho e Se Você Me Quer - para
mostrar a conexão da banda com o samba e com
a Bahia
- Vovó Ondina É Gente Fina - como 2010 é o
30º ano da banda, seria bonito homenagear a
avó do Bi que tanto ajudou no começo.
- Um dia em Provença, Santorini Blues e
Hinchley Pond - São três lentas muito
bonitas que dariam um bom set lá pelo meio
antes de partir para a arrancada final
- Tribunal de Bar - Uma canção de 1991 com
eletrônica, seria uma variação legal
E finalmente: sugiro incluir uma segunda
guitarra. Numa das entrevistas do livro
Herbert me disse que de vez em quando
pensava numa segunda guitarra. Daria uma
encorpada no som.

|