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PARALAMAS FOREVER


Design Gráfico:
Gilcemar Alves

Diretor e Responsável:
Rafael Michalawski

No ar desde:
15/11/1998

Página não-oficial dedicada a maior banda brasileira, Os Paralamas do Sucesso


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João Barone
 

Continuação da entrevista via e-mail com João Barone, realizada nos dias 22 e 23 de junho de 2007.


8. PF e NP: O Bi Ribeiro continua com seu projeto paralelo aos Paralamas (o ReggaeB). Como anda a sua banda com o Liminha, o The Silva's?

JB: Sempre ficamos de reativar o The Silva's, mas andamos muito ocupados. Uma hora a gente faz o "The Silva´s, O Retorno"... Quem sabe no Maracanã ou no Madison Square Garden...


9. PF e NP: Depois do acidente com Herbert Vianna, você acabou assumindo o papel de "líder" da banda, pelo menos perante a mídia. Como está sendo esta mudança?

JB: Que é isso!!! Rsrsrs! Quem foi rei nunca perde a realeza. O Herbert é o nosso "front man", independente de qualquer coisa. O que acontece é que tanto eu quanto o Bi entramos em ação para falar mais das coisas atuais que acontecem com Os Paralamas, uma vez que a memória recente do Herbert está afetada. Nós "emprestamos" nossa memória recente para ele, ele nos empresta a dele, pois se lembra de muitas coisas antigas que nós esquecemos, e assim seguimos em frente.


10. PF e NP:  Você acha que, aos poucos, o Herbert retomará esta função?

JB: As funções primordiais dele estão aí: canta, toca, compõe... O resto é mera formalidade. Digamos que ele passou vinte e poucos anos tendo que responder "Por que o nome Paralamas?" nas entrevistas. Agora sobrou para mim e o Bi... Rsrsrs!


11. PF e NP: Qual é a postura da banda em relação a esta revolução que está acontecendo com a música? Vocês são a favor da livre troca de arquivos na internet ou existe uma solução que não prejudique tanto o artista?

JB: Somos a favor sim, não se pode controlar. Alguma hora as pessoas vão se tocar que se não pagarem a quem for de direito, a música vai acabar. Acho ridículo "processar" quem faz um download ou troca músicas pela web, assim como é ridículo prender alguém com um baseado. Não adianta combater as conseqüências. Ninguém sabe o que vai acontecer daqui para frente quanto a nova forma de comercializar música, mas algo vai aparecer. Não adianta fechar os olhos para a revolução ocorrida com a internet. As gravadoras reclamavam da pirataria e vendiam cds mais caros que a média de preço mundial. Tiro no pé. Cds deviam ser mais baratos. Eu sou contra a pirataria e quem vai acabar com a pirataria é a internet. Vai ser lindo ver o império da pirataria desmoronar, quero estar vivo para ver isso acontecendo. Por exemplo, este ano as vendas de computadores igualaram as vendas de TVs. Isso é só o começo. Sem falar em como a telefonia celular está mexendo com o mercado musical, com os downloads e ringtones... Vem coisa boa por aí. Somos otimistas.


12. PF e NP: Com 25 anos de carreira, como os Paralamas se vêem no cenário atual da música brasileira?

JB: Somos os "Highlanders" do Brasil. Já vimos muitas coisas virem, ficarem e irem... E nós aqui... Como diz o Herbert, "estamos apenas começando mais um ciclo de vinte anos." Enquanto tivermos forças para fazer o que mais gostamos - tocar - aqui estaremos. Vamos lançar a campanha "dos anos 80 até os 80 anos!


13. PF e NP: O disco "Hoje', último gravado por vocês, não ganhou as rádios do Brasil como seu anterior, "Longo Caminho". A que você atribui isto? Ainda é um objetivo da banda tocar no rádio ou isso não importa tanto quanto antes?

Não sabemos, talvez a divulgação da gravadora não tenha sido boa naquele momento. Queremos nossa música na rádio, na novela, na tv, no cinema. Mas quem ouve rádio hoje? Ou assiste TV? Ou compra cd? Ou vai ao cinema? Está tudo mais diluído hoje em dia, são muitas boas opções de lazer, música, filmes e shows... Não vamos ficar tentando achar explicação para tudo. As coisas são assim, cíclicas. Quem sabe no próximo a gente vai mais longe. Depois que li este livro chamado "A Cauda Longa", que tenta explicar como a indústria de entretenimento pode sobreviver nos tempos de hoje, fiquei mais tranqüilo. O livro diz que cada vez menos filmes e músicas são "super vendedores" e que cada vez mais artistas "menos vendedores" seguram o grosso das vendas e movimentam o showbis. Não vai haver outro Michael Jackson Thriller" (mais de 10 milhões de cópias vendidas) na história. Parece que os Paralamas já rezavam por esta cartilha. Como diz o velho ditado: "o que é do homem, o bicho não come".

 

VALEU BARONE !!!!!!

Entrevista realizada nos dias 22 e 23 de junho de 2007, por Rafael Michalawski e Eduardo Lemos.

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