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A
Paralamas Forever,
em parceria com o
Blog Na Pista,
publica com exclusividade uma entrevista com
nosso querido baterista João Barone. Eu, e o
Eduardo Lemos fizemos essa entrevista via
e-mail com o Barone, nos dias 22 e 23 de
junho de 2007. Registro aqui um
agradecimento especial ao Barone
pelas magníficas respostas, pelas revelações
e surpresas da entrevista, pelo clima
despojado e amigável do bate-papo e, claro,
pela tradicional cordialidade com os fãs.
Agradeço também ao Edu, grande
brother, pela ajuda nas perguntas dessa
nossa grande entrevista !!!
>> Repercussão da Entrevista:
1. Paralamas Forever e
Na Pista: O ano de 2007 começou com muitas
mudanças para os Paralamas. A saída do
Eduardo Lyra após 15 anos juntos e, a saída
da gravadora EMI depois de um casamento
duradouro de 25 anos. Podemos dizer que a
banda passa por um novo momento, por uma
espécie de reformulação?
João Barone: As mudanças que
aconteceram foram um reflexo do quadro geral
que vivemos.
Vieram acontecendo devagar e cristalizaram
no começo deste ano. Ficamos trabalhando
direto desde a volta do Herbert. De 2002 até
2006, foram dois álbuns, um DVD ao vivo que
virou CD e um DVD em estúdio. E ainda a
agenda com centenas de shows. Começamos 2007
querendo por em prática algumas mudanças
internas que desejávamos, entre elas, passar
um tempo tocando sem percussão. Pode ser
definitivo, ou quem sabe a gente pode vir a
chamá-lo de volta, ou outro percussionista.
Nosso relacionamento com o
Lyra sempre foi muito
bom. Nós fazemos questão de criar um
ambiente legal e tratar bem quem trabalha
com a gente. Encerramos uma fase com o
Lyra, não foi fácil
chegar a essa conclusão, pela proximidade,
amizade e tempo decorrido, mas vamos em
frente. Quanto a nossa situação na EMI,
apenas terminou nosso contrato. As muitas
mudanças no cenário fonográfico chegaram bem
nessa hora, quando ao entregar nosso último
trabalho contratual em 2005 (Hoje), não
fomos abordados para renovação do contrato.
Ainda teve o escândalo financeiro, que
deixou a EMI em situação muito delicada no
final de 2006.
2. PF e NP: A
banda pretende fechar com outra gravadora
ou, ruma a um caminho independente? O que
essa mudança pode gerar de novidades num
disco, ou projeto futuro de vocês?
JB: Depois da tempestade, a nova
diretoria da EMI já nos abordou com
propostas de uma nova parceria, assim como
outras gravadoras também demonstram
interesse. Se não voltarmos a trabalhar com
a EMI, torcemos apenas para que a gravadora
se reerga, afinal, nosso catálogo está todo
lá. Queremos que nossos álbuns vendam, sejam
os DVDs, os CDs (enquanto ainda existirem!),
internet, ou seja lá como será
comercializada a música daqui em diante. Os
artistas do meio musical estão abrindo novas
parcerias como provedores de conteúdo para
grandes empresas, firmas de telefonia,
internet, etc. Isso é uma grande tendência
no momento.
3. PF e NP: Os
Paralamas sempre foram uma banda "de
estrada". Tanto pelo gosto de vocês, como
pela potência e emoção que a banda
transmite. Após 25 anos de carreira, qual a
sensação de iniciar uma nova turnê de shows
pelo país?
JB: No momento, estamos apenas
"rolando para não criar limo". Uma turnê
começa mesmo quando um novo álbum é lançado.
Estamos fazendo shows fora do eixo das
capitais. Em breve, poderemos até
experimentar alguma coisa do repertório novo
no palco, mas estes shows no geral são de
perfil "popular", onde tocamos mais das
músicas conhecidas para grandes platéias.
Isso acontece sempre nessa fase
intermediária entre o final de uma turnê e o
lançamento de outro trabalho inédito. Sempre
obedecemos este ciclo e assim passamos 25
anos no batente ...
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4. PF e NP:
Temos a informação de que há um
projeto de uma nova turnê com os
Titãs (como a que ocorreu em 1997 no
projeto
Sempre
Livre Mix). Essa
informação está confirmada? Como
rolou essa idéia e como será esta
turnê?
JB: Ôpa! Segundo a Convenção
de Genebra, tudo que posso informar
é meu nome, posto e número de série!
Ainda não podemos dar detalhes desta
"operação". É segredo! Também não
posso falar nada sobre a abertura do
show do Police no Brasil...
Êpa! |
5. PF e NP: Qual foi a
sensação de lembrar, remasterizar e preparar
o lançamento em DVD do histórico show da
banda no Rock in Rio I, que era tão
aguardado por todos os fãs?
JB: Como relatei
naquela nota enviada ao site oficial, vai
ser um grande sonho ver este show enfim
lançado. O que pudemos perceber durante
muito tempo foi que Os Paralamas
foram a grande "descoberta" do primeiro Rock
in Rio, em 1985. Durante muito tempo, se
alguém perguntasse quem tocou no
Rock in Rio I,
o primeiro nome era Os Paralamas! Qualquer
menção àquele festival relembrava
imediatamente o nosso nome. Nos beneficiamos
enormemente daqueles dois shows, muita gente
nos viu e passou a conhecer a banda. Durante
anos, fiquei alugando o Zé Fortes
(empresário da banda) para que a gente
conseguisse lançar o "vídeo" do RnR I, tipo
"pentelhando" mesmo. Foi assim até que o
Mazola, produtor musical que está com todo o
acervo do festival, resolveu nos procurar
para lançar o
DVD.
Quem espera sempre alcança...
6. PF e NP: O que os fãs da banda podem
esperar para esse ano de 2007, além do DVD
do Rock in Rio?
JB: Estamos a pleno vapor preparando
o próximo álbum inédito. Sem pressa. Quem
sabe até o fim do ano já esteja pronto?
7. PF e NP: Você começou a apresentar um
programa sobre a Segunda Guerra Mundial no
Telecine. Como está sendo a experiência?
Recebemos muitas perguntas através do site
Paralamas Forever querendo saber sobre este
novo projeto.
JB: Todo sábado de junho, ás 17hs, no
canal Telecine Cult (65 da Net), eu
apresento uma sessão de filmes sobre a
Segunda Guerra. Foi uma ótima experiência.
Caramba, hoje em dia ninguém me pergunta
mais "que baqueta eu uso", me perguntam
sobre jipe, livros, filmes de guerra... Eu
acho muito legal! Também apresentei uma
sessão de documentários sobre o Brasil na
Segunda Guerra no Canal Brasil, nos domingos
de junho, às 21hs...
Veja detalhes sobre
o documetário Dia D.
Continua ....
clique aqui e leia a 2. parte !!!!

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